Sobre o ato de escrever

Verdades, palavras e mentiras

Em algumas culturas, não existia escrita antes dos exploradores - principalmente os europeus, gananciosos por riquezas e conquistas (seja lá o que queriam conquistar) - chegarem. Claro, na Ásia inteira já existiam povos com suas escritas: os indianos com seu devanagari, os chineses e japoneses com seus ideogramas. No antigo Egito também, os hieróglifos, assim como na Américas os maias e astecas já tinham sistemas simbólicos.

A tradição oral, antes desse salto comunicativo que é a escrita, era tudo que existia para passar adiante o conhecimento. A arte caminha junto. E as palavras ditas valem tanto quanto o caráter da pessoa. 

A mentira: a cruel e inevitável condição humana. Ela é contada primeiro na mente de quem a cria, a partir de uma necessidade - criada a partir das próprias ações ou ações de outros. Ela impede o véu da verdade entrar em cena no teatro do real. 

As palavras tem tanto poder quanto imaginamos, assim como o pensamento. Um pensamento nunca morre - assim ensinou-me meu mestre. Quem evita a mentira, evita possíveis sofrimentos.

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